9 years ago
21.10.10
19.10.10
Tem uma floricultura na porta do meu prédio.
Eu lembro que quando era adolescente, odiava ganhar flores. Não era bem odiar as flores, era mais vergonha de ganhar flores mesmo. Eu detesto o burburinho que as pessoas fazem quando alguém ganha flores. Principalmente se as pessoas que estão em volta não sabem por qual motivo você está ganhando flores. E se as mesmas flores vem sem um cartão, aí então a coisa complica. Mas isso era um problema que vinha de mim, na verdade. Eu costumava achar que, exceto quando é presente de família, ganha-se flores quando se está saindo com alguém, transando com alguém ou quando alguém está querendo transar com você. Até que um dia descobri que existem pessoas que enviam flores como forma de aviso que não querem mais ficar com você. Esse tipo é raro, creio eu, porém o mais desconcertante mesmo foi o dia em que recebi flores na manhã seguinte de ter perdido a virgindade. Eu sabia que meus pais saberiam, porque as flores estavam lá pra me denunciar! Lírios amarelos.
Quando saí hoje de manhã pra trabalhar, dei com um enorme arranjo de lírios amarelos pendurado na floricultura. Intrigada e cheia de recordações, entrei na banquinha e perguntei ao vendedor: "Moço, em que ocasião o senhor daria este arranjo de flores pra alguém?" Ele me respondeu "Minha filha... qualquer uma que você escolher ele vai gostar".
Então tá bom.
Eu lembro que quando era adolescente, odiava ganhar flores. Não era bem odiar as flores, era mais vergonha de ganhar flores mesmo. Eu detesto o burburinho que as pessoas fazem quando alguém ganha flores. Principalmente se as pessoas que estão em volta não sabem por qual motivo você está ganhando flores. E se as mesmas flores vem sem um cartão, aí então a coisa complica. Mas isso era um problema que vinha de mim, na verdade. Eu costumava achar que, exceto quando é presente de família, ganha-se flores quando se está saindo com alguém, transando com alguém ou quando alguém está querendo transar com você. Até que um dia descobri que existem pessoas que enviam flores como forma de aviso que não querem mais ficar com você. Esse tipo é raro, creio eu, porém o mais desconcertante mesmo foi o dia em que recebi flores na manhã seguinte de ter perdido a virgindade. Eu sabia que meus pais saberiam, porque as flores estavam lá pra me denunciar! Lírios amarelos.
Quando saí hoje de manhã pra trabalhar, dei com um enorme arranjo de lírios amarelos pendurado na floricultura. Intrigada e cheia de recordações, entrei na banquinha e perguntei ao vendedor: "Moço, em que ocasião o senhor daria este arranjo de flores pra alguém?" Ele me respondeu "Minha filha... qualquer uma que você escolher ele vai gostar".
Então tá bom.
6.9.10
29.7.10
23.7.10
14.7.10
9.7.10
6.7.10
Eu sou mesmo uma menina. Daquelas que gostam de esmaltes coloridos, e montanha de sorvete com todos os tipos de calda por cima, que guarda papel de bombom na agenda, e que cata na internet os maiores gatos da copa do mundo. Eu gosto de encapar meus cadernos, amo post-its coloridos, a-do-ro romances rasgados, deliro cantando músicas como se tivessem sido feitas pra mim. Listo o nome de todos os meninos que eu já beijei, e os que as minhas amigas beijaram também. Guardo conversinhas no papel que tive durante as aulas no colégio em uma caixa com estampa de recortes, junto com algumas fotos devidamente registradas no momento da careta. Ah! Tudo isso com o pacote vazio de batata Ruffles comido na pracinha junto com o primeiro namorado. As roupas com estampas de listras, bolinhas e xadrez até hoje são as minhas favoritas, de preferencia quando estão acompanhadas de um bom e velho all star. Ah, o all-star! Fonte da juventude. Gosto também de franjas, e presilhas de cabelo ainda são bem vindas. Brilho labial, melissa,havaianas coloridas, tudo, todas as cores. Não! Acho que não vou mudar. Nada disso me parece ruim. Nada disso me impede de ser grande na hora em que preciso ser. Eu sou menina, não sou criança.
10.6.10
25.5.10
Pra quem inventou a vida em sociedade e se achou genial, aí vai um recado: tá tudo uma bosta! Ninguém tá feliz em trabalhar muito mais do que se divertir, de ter que conviver cordialmente com pessoas intoleráveis, de não poder dar uma paulada na cabeça de quem nos chateia. Essas coisas só nos fazem fumar 50 cigarros por dia, nos tornam pessoas reprimidas, frustradas e neuróticas. Viva a idade da pedra. Na Idade da Pedra, ninguém tinha câncer de pulmão. Né, Freud? É.
2.5.10
1.5.10
27.4.10
13.4.10
18.3.10
6.3.10
Hace una semana escuché por la radio un programa dedicado a la felicidad. Allí dijeron que la felicidad se alcanza cuando algo que se deseaba logra conseguirse. Y que una gran felicidad llega cuando se consigue algo que se deseaba mucho. Aunque después, cuanda ya se ha conseguido, se termina la felicidad, porque la felicidad es, en realidad, el camino a la realización, y no la realización misma.
Mamá dice que si una persona tiene miedo de que le roben, le robarán sin falta. Que en la vida siempre te sucede precisamente aquello de lo que tienes miedo. Por eso nunca hay que tener miedo. Y en realidad es así. Cuando en clase tengo miedo de que me pregunten, irremediablemente me preguntan.
Y en el relato de Cortázar ‘Final del juego’, se dice ‘nos pareció maravillosa’. Estas palabras ejercen tal influencia sobre mí que alzo los ojos y pienso. En ocasiones me parece que vivir es maravilloso. Pero en ocasiones todo pierde interés y le pregunto a mamá: ‘Para qué vive la gente?’ Ella responde: ‘Para sufrir. El sufrimiento es la norma.’ Entonces papá recplica: ‘Es la norma para los idiotas. El hombre está hecho para la felicidad.’ Mamá comenta: ‘Has olvidado añadir que es como el pájaro para el vuelo. Y también que la compasión es humilliante para el hombre.’ Papá responde: ‘Por supuesto que es humillante, porque sólo los imbéciles y las imbéciles cuentam con la compasión. La gente inteligente cuenta consigo misma.’ Pero mamá dice que la compasión significa piedad, coparticipación en el sufrimiento, y que esto es lo que sostiene el mundo, y que también es una facultad que se da en muy poca gente, incluso entre la gente inteligente.
Es un desagradable este Zagoruiko. Todo lo que piensa lo dice, aunque la educación le sea dada al hombre precisamente para que sepa ocultar sus verdaderos sentimientos, en el caso de que éstos estén fuera de lugar.
Viktoria Tókareva, em “El Día Más Feliz (Relato de una Adolescente Precoz)”
tirado daqui.
Mamá dice que si una persona tiene miedo de que le roben, le robarán sin falta. Que en la vida siempre te sucede precisamente aquello de lo que tienes miedo. Por eso nunca hay que tener miedo. Y en realidad es así. Cuando en clase tengo miedo de que me pregunten, irremediablemente me preguntan.
Y en el relato de Cortázar ‘Final del juego’, se dice ‘nos pareció maravillosa’. Estas palabras ejercen tal influencia sobre mí que alzo los ojos y pienso. En ocasiones me parece que vivir es maravilloso. Pero en ocasiones todo pierde interés y le pregunto a mamá: ‘Para qué vive la gente?’ Ella responde: ‘Para sufrir. El sufrimiento es la norma.’ Entonces papá recplica: ‘Es la norma para los idiotas. El hombre está hecho para la felicidad.’ Mamá comenta: ‘Has olvidado añadir que es como el pájaro para el vuelo. Y también que la compasión es humilliante para el hombre.’ Papá responde: ‘Por supuesto que es humillante, porque sólo los imbéciles y las imbéciles cuentam con la compasión. La gente inteligente cuenta consigo misma.’ Pero mamá dice que la compasión significa piedad, coparticipación en el sufrimiento, y que esto es lo que sostiene el mundo, y que también es una facultad que se da en muy poca gente, incluso entre la gente inteligente.
Es un desagradable este Zagoruiko. Todo lo que piensa lo dice, aunque la educación le sea dada al hombre precisamente para que sepa ocultar sus verdaderos sentimientos, en el caso de que éstos estén fuera de lugar.
Viktoria Tókareva, em “El Día Más Feliz (Relato de una Adolescente Precoz)”
tirado daqui.
3.3.10
2.3.10
23.2.10
To percebendo o meu poder de decisão aqui em casa. Qualquer atitude que meus pais têm que tomar agora passa sob a minha avaliação, é incrível. Querendo ou não, agora eu me sinto mais responsável por eles. Não sei se eu estou ficando adulta ou se eles estão velhinhos. Talvez as duas coisas. [Feelings de quem tem 1/4 de século].
17.2.10
Eu quero muito essa máquina Singer 42505. Minha avó tinha uma enorme de ferro, com pedal. Ela era embutida em uma mesa, em cima da qual eu apoiava meus cadernos pra estudar, balançando o pedal pra frente e pra trás. Acho fofo eu ter essa pequenina e toda charmosa. Mas preciso aprender a costurar. Adoraria fazer minhas próprias roupas!
Subscribe to:
Posts (Atom)