25.10.09

Inverno
No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir

De lá pra cá não sei
Caminho ao longo do canal
Faço longas cartas pra ninguém
E o inverno no Leblon é quase glacial

Há algo que jamais se esclareceu
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei

Lá mesmo esqueci que o destino
Sempre me quis só
No deserto sem saudade, sem remorso só
Sem amarras, barco embriagado ao mar

Não sei o que em mim
Só quer me lembrar
Que um dia o céu reuniu-se à terra um instante por nós dois
Pouco antes de o ocidente se assombrar

No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir

De lá pra cá não sei
Caminho ao longo do canal
Faço longas cartas pra ninguém
E o inverno no Leblon é quase glacial

Há algo que jamais se esclareceu
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei

Lá mesmo esqueci que o destino
Sempre me quis só
No deserto sem saudade, sem remorso só
Sem amarras, barco embriagado ao mar

Não sei o que em mim
Só quer me lembrar
Que um dia o céu reuniu-se à terra um instante por nós dois
Pouco antes de o ocidente se assombrar

Não sei o que em mim
Só quer me lembrar
Que um dia o céu reuniu-se à terra um instante por nós dois
Pouco antes de o ocidente se assombrar

1.8.09

Eu não tenho medo de quase nada. Sou mais macho que muito homem.
tô muito puta, puta puta PUTA pra caralho, como nos velhos tempos.

24.7.09



I saw a ghost on the street today . It was the ghost of you.

12.7.09

Já disse que sou vingativa?
Não há nada melhor, quando necessário, comer um bom prato frio de vingança. O problema de quem gosta com sinceridade demais é que, quando se sente traído, odeia com facilidade demais. É como girar um botão em 360 graus.
Ninguém é obrigado a ser grato por receber amor; muito menos retribuir isso. Mas, por outro lado , não é permitido também ferir o orgulho alheio para chegar onde se quer.

10.7.09

Mentiras
Nada ficou no lugar
Eu quero entregar suas mentiras
Eu vou invadir sua alma
Queria falar sua língua

Eu vou publicar seus segredos
Eu vou mergulhar sua guia
Eu vou derramar nos seus planos
O resto da minha alegria

18.6.09

Achei essa notícia curiosa ao procurar no google "texto sobre fim de namoro".

Extraído de: Expresso da Notícia
- 29 de Dezembro de 2002

Término de namoro não deve gerar indenização por danos morais a ex-namorado. Esse foi o entendimento da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Alçada de Minas Gerais, que negou provimento ao recurso de L.A.P.G. contra sua ex-namorada.

L.A.P.G. alega no processo que namorou L.A.C.S. de novembro de 1993 até outubro de 1997, quando sua namorada terminou o namoro. Essa informação foi contestada por ela, que diz ter terminado em 1996, mantendo com ele depois disso apenas uma relação de amizade, mas já se relacionando com outra pessoa. Este fato, segundo ele, causou-lhe um choque emocional, pois frustrou todas as suas expectativas de um futuro casamento.

Quando do término do namoro, eles acordaram que ele deveria passar um Ford Escort para o nome dela, em troca de R$6.200,00, que ela pagaria em prestações. L.A.C.S. chegou a depositar R$2.000,00, mas ele não fez a transferência do veículo até março de 1999, como combinado. Então, ela reteve os últimos 8 cheques no valor de R$500,00 cada.

L.A.P.G. ajuizou, então, em Belo Horizonte, uma ação pleiteando o valor restante do automóvel, danos morais pelo término do namoro e, além disso, a reposição das despesas com terapia, à qual ele se submeteu. O juiz da 14ª Vara Cível da Capital, contudo, negou todos os pedidos.

Quanto aos danos morais, o magistrado ressaltou que "a expectativa de quem namora não é, obrigatoriamente, de casamento, ou seja, de vida em comum, com reciprocidade, companheirismo e fidelidade. Logo, a infidelidade de um dos namorados não causa lesão à honra".

Com relação ao valor gasto por L.A.P.G. com sua terapia, o relator concluiu que o acordo firmado com L.A.C.S. foi apenas com relação ao automóvel, "pelo que se compreende a renúncia expressa quanto a eventual despesa com tratamento psicológico ou outra qualquer, desde que relacionada com o fim do namoro".

12.6.09



Esqueci de colar na transcrição do horóscopo abaixo que o meu dia de sorte é o dia 12 de Junho:

LOVE & ROMANCE:
On June 7th, the Sagittarius full moon beams into your seventh house of relationships and commitment. Full moons are peak moments, and this one could bring either a proposal or a necessary parting of ways. Much of it depends on your own self-awareness. This moon will square off with tough Saturn, which is in your sector of family and foundations. If you’re truly solid in whom you are, your relationships can rise beautifully to the next level. However, if you have major baggage with a parent, hide behind a false image or shun personal responsibility, your closest relationships will show cracks in their armor.

Should this happen, get to work on your core confidence. Fear and control are at the root of any breakdowns. To cover up insecurity (and to shield yourself from hurt), you may be showing people only what you want them to see. This act is hard to keep up, and demands that you keep everyone at emotional arms’ length. You need to start projecting an image that matches the person you are inside—flaws and all. You’ll be amazed at the happiness and unconditional love this creates.

Mars and Venus are in your twelfth house of surrender—all the more reason to let go. Since February, love-planet Venus has been in your erratic, independent eleventh house. Relationships may have been stop-and-go, with you or a partner acting aloof or detached. Suddenly, you feel vulnerable again. While this might freak you out, it’s actually your access to the kind of intimacy that real love requires. Open your heart and let the emotional channels flow again.

15.5.09

Que correria, minha gente!

4.5.09


Caetano hoje, porque eu to cafona.
Essa é de quando ele descobriu a vida em São Paulo. Gosto dessa letra porque fala de um segundo olhar sobre as situações, pessoas e culturas. Mas eu recortei a parte que eu, obviamente, me identifiquei.

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes

E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

29.4.09

Turma LEI - 2º semestre/2005.

Quando cheguei em casa na tarde de hoje, olhei meu orkut e me deparei com uma foto dos formandos da minha turma da UFRJ, que começou em Agosto de 2005. Os alunos, em sua maioria mulheres, estavam vestidos com beca, jogando seus chapéus para o alto, exaltados e felizes. Os rostos estão diferentes, amadurecidos, mais experientes. Senti uma ponta de tristeza, pois eu não estava lá; e, aquilo que me disseram quando entrei pra faculdade se concretizou: até o final do curso, a turma não será mais a mesma.
A minha formatura será no próximo semestre, pois como muitos outros, me atrasei um período. Algumas amigas mais próximas também se formarão com atraso. Olhando bem a foto, reparei que entre os formandos, estavam as meninas que sempre sentavam nas cadeiras da frente, os alunos que sempre faziam os deveres, e que estavam em todas as aulas, fosse o que fosse.
Quanto à mim, sei que aprendi muito. Nunca fui uma aluna exemplar, pois meu maior interesse sempre foi a vida. E isso eu aprendi mesmo: a vida é perder e ganhar. Eu escolhi algumas perdas e alguns ganhos. Eu escolhi fazer amizades loucas, amizades verdadeiras, chorar de rir e chorar de chorar. Eu escolhi as festas, os cigarros, as bebedeiras, a maquiagem borrada e o atraso na segunda feira. Eu quis dormir mais. Eu escolhi as cartinhas de amor, as picuinhas, as colas e as ciladas. Eu escolhi também olhar o mar, pegar o bondinho com a Laila, com a Renata com o Pedro e com a Marina. Eu li os livros que eu quis, e ignorei os que não quis. Perdi então algum tempo, que me fez ganhar novas coisas também.
Me dei conta também, pela primeira vez hoje, que 48 meses se passaram, e as semi crianças que entraram no curso de letras em 2005, serão de agora em diante adultos responsáveis por outras semi crianças que para o mundo virão.
O que faz as pessoas mudarem tanto em 48 meses? Creio que seja o conhecimento. O conhecimento gera mudanças junto com as experiências pessoais e vão formando um indivíduo. Esses indivíduos deixam de ser aprendizes e passam a ser educadores. Se todos que se formam agora e se formarão no futuro estarão preparados, eu não sei dizer. Acho que eles também não sabem.
De qualquer forma, boa sorte à todos!

27.4.09


Marina morena é genial.

23.4.09

Recorrendo à Fernanda Young, pra não ficar assim tão pessoal...

Sim essa porra não está dando certo, eu sei, o tempo não significa nada qdo as palavras se impõem ; e não há, não houve, ou haverá, ninguém que possa me tirar de caminho nenhum. Eu insisto, somente, por que tudo que já pretendo é cuspir em toda essa hipocrisia. Salvar minha alma. Tem gente que sabe o que estou falando. Agora, agora-agora, agorinha, tem gente que sabe o que estou, caralho, falando. É, é o meu momento mais tem gente que tb sente exatamente isso. Essa euforia de achar-se o único a sofrer no mundo. Aquele que mais se comisera, que mais sabe que está fodido, aquele que sofre de um jeito sofrido que ninguém mais sofre. E isso, que seria o egoísmo, no sofrimento torna-se altruísmo. A generosidade de ser o absoluto desgraçado do planeta, liberando o resto da humanidade pra ser mais feliz do que vc. Eu sou essa absoluta desgraçada. E estou desgraçadamente acompanhada por milhões de outras pessoas que escreveram cartas jamais enviadas, que destruíram cartas jamais abertas, que juraram que ficariam com vc aonde quer que vc fosse, para todo o sempre, e se vc saísse por ae ela iria junto, e se vc fosse pro Marrocos ela iria tb, e se vc não andasse ela carregaria vc nos braços. Sou uma desgraçada tão desgraçada que crê em tudo isso, agora e até o fim, sozinha com o mundo inteiro ao meu lado. “If you walk out on me, i’m walking after you” nos meus braços, c vc voltar; nos meus braços, c vc morrer, melhor...

24.11.08

Cat in the rain

A garota levantou-se do sofá, e com uma das mãos apoiou-se na mesa para alcançar o livro que jazia aberto em sua frente. Enquanto o homem no banheiro esvaziava da bexiga os dois copos da cerveja que já causava-lhe certo incômodo, a menina seguia com os olhos e com a ponta dos dedos as linhas de um pequeno conto. Antes de se retirar da sala, ele havia aberto o livro naquela página, recomendando que a menina a lesse, mesmo estando descrente de que ela o fizesse.

There were only two Americans stopping at the
hotel. They did not know any of the people they passed
on the stairs on their way to and from their room. Their
room was on the second floor facing the sea. It also
faced the public garden and the war monument. There
were big palms and green benches in the public garden.
In the good weather there was always an artist with his
easel. Artists liked the way the palms grew and the bright
colors of the hotels facing the gardens and the sea.
Italians came from a long way off to look up at the war
monument. It was made of bronze and glistened in the
rain. It was raining.

Quando o homem destrancou a porta do banheiro, ela movia-se silenciosamente para o segundo parágrafo do conto. Agora, em uma mão segurava o livro e na outra um cigarro. Havia adquirido o hábito de segurar um cigarro em uma das mãos quando tinha de ler em companhia de alguém. O ato de fumar parecia-lhe livrar da feição particular que se esboça quando se realiza uma leitura. Naquele momento, ela não queria deixar escapar nenhum traço de emoção.

Ele voltou para sala e olhou-a com surpresa; e ela para ele, com um sorriso de uma criança que sabe estar fazendo a coisa certa:

- Ah...você está lendo. Continua. Enquanto isso, eu uso o computador.

The American wife stood at the window looking out.
Outside right under their window a cat was crouched
under one of the dripping green tables. The cat was
trying to make herself so compact that she would not
be dripped on.
‘I’m going down and get that kitty,’ the American wife
said.
‘I’ll do it,’ her husband offered from the bed.
‘No, I’ll get it. The poor kitty out trying to keep dry
under a table.’
The husband went on reading, lying propped up with
the two pillows at the foot of the bed.
‘Don’t get wet,’ he said.
The wife went downstairs and the hotel owner stood
up and bowed to her as she passed the office. His desk
was at the far end of the office. He was an old man and
very tall.

Ela esticou o braço um pouco pra frente, de modo que pudesse alcançar a mesa e bater no cinzeiro o cigarro, que já ia quase metade queimado. Levantando os olhos, pôde ver que ele clicava com o mouse na tela do computador, onde não havia nada para clicar, fingindo se distrair com alguma coisa. A menina riu por dentro, e tentando retornar a atenção para o conto, leu desta vez mais rápido do que antes.

‘Il piove,’the wife said. She liked the hotel-keeper.
‘Si, Si, Signora, brutto tempo . It is very bad weather.’
He stood behind his desk in the far end of the dim
room. The wife liked him. She liked the deadly serious
way he received any complaints. She liked his dignity.
She liked the way he wanted to serve her. She liked the
way he felt about being a hotel-keeper. She liked his
old, heavy face and big hands.

Agora, pensava nela mesma e em como havia ido parar ali, naquela sala, naquela casa velha e mal-improvisada, naquele primeiro encontro. “The wife liked him”. “The wife liked him”. Não conseguia parar de repetir pra si mesma. “Acho que já sei como esta história termina”, ela pensou consigo; e continuou a ler ainda mais rápido. Ofegante, virou a folha:

She walked along the gravel path until she was under their
window. The table was there, washed bright green in
the rain, but the cat was gone. She was suddenly
disappointed. The maid looked up at her.
‘Ha perduto qualque cosa, Signora?’
‘There was a cat,’ said the American girl.
‘A cat?’
‘Si, il gatto.’
‘A cat?’ the maid laughed. ‘A cat in the rain?’
‘Yes, –’ she said, ‘under the table.’ Then, ‘Oh, I
wanted it so much. I wanted a kitty.’
When she talked English the maid’s face tightened.
‘Come, Signora,’ she said. ‘We must get back inside.
You will be wet.’
‘I suppose so,’ said the American girl.


Teve vontade de chorar de repente, de implorar ao escritor para que não deixasse a maldita gata estragar a vida da esposa. “Se ela não tivesse tido aquela visão, não saberia o que é ser feliz, e continuaria a viver na inocente mediocridade, sem ter que se preocupar com o que virá para preencher seus próximos dias.”

They went back along the gravel path and passed in
the door. The maid stayed outside to close the umbrella.
As the American girl passed the office, the padrone
bowed from his desk. Something felt very small and
tight inside the girl. The padrone made her feel very
small and at the same time really important. She had a
momentary feeling of being of supreme importance.
She went on up the stairs. She opened the door of the
room. George was on the bed, reading.
‘Did you get the cat?’ he asked, putting the book
down.
‘It was gone.’
‘Wonder where it went to,’ he said, resting his eyes
from reading.
She sat down on the bed.
‘I wanted it so much,’ she said. ‘I don’t know why I
wanted it so much. I wanted that poor kitty. It isn’t any
fun to be a poor kitty out in the rain.’


Depois de meia hora passada desde que chegou, ela havia já decorado a casa inteira. Gostava do jeito como ele organizava suas coisas. Poucos móveis na sala; apenas livros, uma grande mesa para estudos ao centro, e um sofá de dois lugares de frente para a televisão.
A casa toda era pouco iluminada e havia um leve cheiro de madeira velha que vinha da cozinha para o corredor e penetrava na sala. Havia três cachorros de raças distintas no quintal.

“Como tinha chegado até lá?” Não se lembrava mais. Foi tudo tão rápido como se tivesse sido atraída por um ímã que a fez atravessar a cidade inteira, sem necessitar o menor esforço. E lá estava ela, pensando muito secretamente que poderia passar alguns anos de sua vida sentada naquele sofá, lendo contos na companhia silenciosa de um homem desconhecido.
Ele também parece gostar da companhia dela; olha pra trás hora ou outra e ri docemente, voltando-se para frente novamente, girando levemente a cadeira de um lado para o outro.
Ela tira os pés avermelhados de dentro do sapato, se acomodando melhor no sofá.

(…)
His wife was looking out of the window. It was quite
dark now and still raining in the palm trees.
‘Anyway, I want a cat,’ she said, ‘I want a cat. I want a
cat now. If I can’t have long hair or any fun, I can have
a cat.’
George was not listening. He was reading his book.
His wife looked out of the window where the light had
come on in the square.
Someone knocked at the door.
‘Avanti,’ George said. He looked up from his book.
In the doorway stood the maid. She held a big tortoiseshell
cat pressed tight against her and swung down
against her body.
‘Excuse me,’ she said, ‘the padrone asked me to bring this for the Signora.’


Ela sabia que o conto terminaria assim. Então fecha o livro e pensa nervosamente que as coisas, às vezes, vêm de onde menos se espera. Num salto, levanta-se do sofá e põe o livro do lado do homem, que ainda está de costas.

“As coisas, às vezes, vêm de onde menos esperamos”, ela disse, ansiosa.

“O quê?”, ele perguntou, sorridente.

“As coisas, às vezes, vêm de onde menos esperamos!”, ela repetiu pausadamente, porém quase gritando.

Ele não entendeu o que ela disse, mas sorriu satisfeito. Ela também sorriu, pensando que se aquele momento fosse eterno, ela nunca precisaria sair na chuva à procura de sua felicidade.

22.11.08

something vague
Now and again it seems worse than it is, but mostly the view is accurate. You see your breath in the air while you climb up the stairs to that coffin you call your apartment. And you sink in the chair,brush the snow from your hair, and drink the cold away. You are not really sure what you are doing this for but you need something to fill up the days.

tá tão frio desde ontem.

13.11.08

Tereza and Tomas (bright eyes)

Let’s sail away past the noise of the bay
Let’s sail away past the birth and death of the day
Let’s sail away to where the blues and greens swirl into gray
Let’s sail away
Let’s sail away past the cradle of these waves
Let’s sail away past the tide and it's slow decay
Let’s sail away to where the water goes, some endless open space
Let’s sail away
Take only what you need, my love, and leave the rest behind
Don’t be afraid of where we’ll go, my love
I promise you will be fine
Now you are the only one that's mine
Let’s sail away past the reflections of the light
Let’s sail away floating weightless through the night
Let’s sail away like a photograph, fading to all white
It’s finally all right
Forget all the mistakes my love
They won’t be made again
Leave the photos in the drawer, my love
We no longer need them
We both know where we’ve been
Let’s sail away disappearing in a mist
Let’s sail away with a whisper and a kiss
Or vanish from a road somewhere, like Tereza and Tomas
Suspended in this bliss

5.10.08

Eles comeram todas as letras do alfabeto, e ainda sentiram fome.

Li numa revista Viagem, de 2001:


A tentação do batom


Duas vezes castraram o anjo de pedra que adorna o túmulo de Oscar Wilde (1854-1900). Primeiro foi o zelador do cemitério, que achou a escultura indecente e durante anos usou os testículos como peso de papel. Agora, a maior ameaça à sepultura são os beijos de batom. Centenas. Indeléveis. "O batom é a gota d'água", disse recentemente o neto do escritor, Merlin Holland, ao jornal inglês The Observer. "Se querem homenagear a memória de meu avô, deixem seu túmulo em paz! Grafites podem ser removidos, mas o batom contém substâncias que são absorvidas pela pedra e deixam marcas terríveis", disse o neto. Em novembro do ano passado, fez um século da morte de Wilde. Morreu relativamente jovem (46 anos), miserável e esquecido no Hotel Beaux Arts, em Paris. Formado em Oxford, Wilde se instalou em Londres com 25 anos, aos 36 escreveu O Retrato de Dorian Grey e aos 41 foi condenado, por "delito de homossexualismo", a dois anos de trabalhos forçados. (...) Sua ex-mulher foi obrigada a usar pseudônimo, para preservar seus dois filhos da fúria dos anti-homessexuais. Hoje Wilde é idolatrado por gays de todo o mundo. Uma de suas frases mais célebres é uma apologia à liberdade: "Eu consigo resistir a tudo, menos à tentação". Talvez os seus herdeiros tenham que se conformar com os beijos de batom. É bem capaz que o escritor os aprovasse.

30.9.08

tudo uma bosta, ai que ódeeeeoooo.

editando às 01:38...

tudo acaba bem quando tudo termina bem. É muito bom ter amigos.